quarta-feira, 23 de maio de 2012

Relatos, parte 1

Relatos.

Parte 1




Foi um dia comum, as pessoas acordam cedo vão para o trabalho, assistem coisas que não prestam na TV, ouvem políticos falando que tudo vai melhorar, mas que nunca fazem nada, mas isso uma hora vai acabar e essa hora se aproxima.

Um dia antes do acontecimento.

Domingo;

Fiz o que sempre faço nos finais de semana, acordei tarde com a minha mãe brigando comigo porque não fui à missa de manhã.
Almocei, tomei um banho e fui encontra minha namorada no shopping, fomos ao cinema andamos um pouco no shopping  e comprei um presente para ela e disse todas aquelas baboseiras de amor, que eu não me lembro agora, mas falei que a amo muito e lembro do seu olhar brilhando olhando para mim.
Cheguei em casa umas 23:30 tomei um banho, assisti um pouco de TV e fui dormir.
Acordei durante a madrugada com uma gritaria na rua, abri a janela para ver o que estava acontecendo!
As pessoas estavam saindo de suas casas desesperadamente, parecendo que as casa estavam pegando fogo. Fui ver alguma coisa na TV, mas estava sem sinal, fui pegar o meu celular para ver se conseguia alguma informação, quando der repente, minha mãe abriu a porta do meu quarto gritando, falando que o exército estava tirando todos de suas casas a forças.
  Arrumei as coisas em uma mochila e fui ligar para minha namorada, mas tudo nessa droga estava sem sinal.
Meus pais tinham uma casa no interior cercada de arvores com pouca vizinhança um lugar tranquilo que eu gostava. Tentei ligar para minha namorada de novo, mas não consegui, foi quando minha mãe falou que eles estavam indos para nossa casa no interior, fiquei um pouco aliviado já.
No decorrer do caminho vimos pessoas perdidas, desesperadas não sabendo o que fazer e vários caminhos do exército entrando na cidade.
Meu pai cortou caminho por uma estrada de terra, falou que por ali nós chegávamos mais rápidos, por alguns minutos estava um silencio total, comecei a dormir de repente eu ouço um barulho muito alto como a de uma explosão e depois um monte de tiros que vinha da cidade muito próximo da onde a gente morava, meu pai assustado acelerou o carro, e finalmente consegui dormir.
Minha mãe me acordou falando que já tínhamos chegado, já era de manhã umas 6:48, desci do carro e avistei o carro da família da minha Hellena, que e minha namorada, fui correndo pra dentro de casa encontrar ela, ela estava lá sentada no sofá, quando a vi dei um abraço muito forte, conversamos muito ali.
Tínhamos comida para duas semanas ali, e tínhamos bastante água.


                      Segundo  Dia.

Já amanhecendo no nosso segundo dia, procuramos saber o que  de fato havia acontecido, procuramos sinais em nosso celulares e não havia sinal como de costume nessa área, todos os canais de Televisão estavam fora do ar e os de rádio também. Meus pais, e os de Hellena, resolveram ir ao centro da cidade mais perto para descobrir o que de fato tinha acontecido e em poucas horas estariam de volta.

Já anoitecendo e nada dos nossos pais ainda não haviam voltado, eu e Hellena já estávamos preocupados mais resolvemos esperar até o outro dia.

                               Terceiro Dia.

Nesta noite eu não consegui pregar os olhos preocupado com nossos pais, Hellena dormiu em meus braços, já era de manha e eu resolvi levantar e tomar uma decisão e ir atrás de meus pais, como já sabia dirigir, e meu pai tinha uma caminhonete velha em nossa garagem, eu acordei Hellena e já fomos para o centro da cidade.

Chegando próximo ao centro da cidade, não ouvíamos um barulho, parecia estar deserta, mas resolvemos continuar em frente.
Na cidade havia alguns lugares quebrados, alguns carros arrebentados e batidos, e nenhuma vida por perto.
Vimos o carro dos nossos pais e fomos até ele, chegando lá não encontramos os nossos pais, mas havia sangue nos bancos, entramos em estado de choque.
Der repente ouvimos gritos, e duas pessoas passam correndo em nossa frente, nós entramos no carro e fomos ver o que estava acontecendo. Ao parar percebemos que era uma garota de 15 anos, pequena, do cabelo enrolado e da pele morena, e um rapaz de 17 anos, alto, com a pela queimada do sol, cabelos negros e porte físico de atleta.

Paramos eles e oferecemos ajuda, eles olharam com medo e desconfiados, falei que onde nós estávamos havia comida e eles logo entraram no carro.
A garota exausta logo dormiu no ombro do amigo, perguntei com ele se chamava, ele respondeu Alan, e perguntei por que eles estavam correndo, ele se calou por um segundo e depois começou a falar. Ele falo que estava correndo de pessoas, mas não pessoas normais, pessoas diferentes que pareciam animais em busca da presa.
Pensei que ele estava exagerando. Chegamos em casa, ele colocou a menina no sofá dormindo e sentou ao lado, Hellena perguntou se ele não queria comer alguma coisa, ele aceitou. Foram os dois para cozinha, passando no corredor ele viu a foto dos meus pais, reparei que ele ficou com uma cara de espantado ao ver a foto, ele não falou nada e eu não quis perguntar.
Eu subi pra tomar um banho e depois deitar, pois estava muito cansado, pois noite passada eu não consegui dormir.

Quarto Dia.

Acordei assustado com um pesadelo que acabava de ter, sonhei que um grupo de pessoas entravam em casa, furiosos parecendo animais, e devoravam Hellena e eu não podia fazer nada, foi a pior sensação do mundo.
Levantei da cama e desci até a sala para ver se estava tudo bem, Hellena estava fazendo o almoço junto com a garota e aproveitei e perguntei qual era o seu nome, ela respondeu que era Stela, e aproveitei e perguntei o que tinha acontecido ontem que eles estavam correndo. Ela começou a chorar e Hellena brigou comigo por ter feito tal pergunto, eu sai da cozinha sem entender nada.
Eu e Alan fomos dar uma volta e ele perguntou qual era o meu nome, respondi que e Matheus, e nós começamos a conversar. No meio da conversa ele disse que jogava hóquei, era patrocinado e jogava em um time, achei interessante, quando fiz uma pergunta sobre o time, ele mudou de assunto rapidamente e perguntou se Hellena era minha irmã, respondi que não, Hellena e minha namorada.
Andamos até em cima de um morro da onde dava pra ver a cidade, era um cenário caótico, voltamos para casa pra almoçar.