quinta-feira, 28 de junho de 2012

Relatos, parte 3.


                             
Relatos

Parte 3


A porta estava se quebrando, Alan pensou rápido e derrubou o guarda roupas em frente à porta, dificultando que a porta seja aberta.
Eu estava muito nervoso, não conseguia pensar em nada, eu fiquei mais nervoso ainda quando ele falou para nós sairmos pela janela que dava a parte de trás de casa, sendo que lá fora estava cheio desses monstros, ele disse que era nossa única alternativa ou a gente iria morrer lá dentro, de imediato Hellena veio aos meus pensamentos, então criei coragem, peguei minha mochila. Então Alan, pulou primeiro e depois eu pulei, nós fomos correndo até o carro, mas uma criatura nos viu e saiu correndo atrás de nós, em conseqüência as outras criaturas viram também e foram atrás de nós.
Corremos até ao carro que estava próximo de nós, que estava em frente à casa, entramos no carro e fechamos as portas e trancamos, as criaturas do lado de fora começaram a bater nas janelas do carro, eu não conseguia achar as chaves, Alan estava me ajudando a encontrar a chave, de repente a janela de trás quebrou, e uma criatura estava entrando, Alan pegou o cutelo e acertou bem no meio da cabeça da criatura, rachando o crânio e espalhando sangue em toda parte, quando achei a chave do carro foi um alivio, liguei o carro e sai daquele lugar cantando pneu e com o corpo da criatura pendurado na janela, Alan derrubou o corpo da criatura para fora do carro.
 Nós estávamos na estrada, estava tudo escuro a única coisa que iluminava a estrada era os faróis do carro, de repente alguma coisa aparece na frente do carro, nós desviamos, mas caímos em morro e batemos o carro em uma árvore.


Lembranças

Eu não me lembro muito do que aconteceu depois que nós batemos o carro, só lembro de algumas pessoas nos olhando, eu pensava que eram as criaturas ou que a gente já estava morto. Lembro de uma menina loira dos olhos claros, uma morena dos olhos cor de mel, e um rapaz que dirigia, não lembro muito dele, pois ele estava no banco da frente e eu atrás, e reparei que Alan não estava dentro do carro com nós, a minha visão foi escurecendo e depois não enxergava mais nada.
Comecei a pensar nos meus pais, antes do acontecimento, as conversas que nós tínhamos o basquete que eu jogava com o meu pai, as broncas que eu levava da minha mãe por não estudar, os domingos em família, as festas de aniversario, as brincadeiras de quando eu era criança. Eu estava escutando um voz lá no fundo, falando que ele estava com muita febre, ele quem, eu pensava, mas até ai tudo bem, comecei a lembrar da Hellena, os momentos bons que nós tínhamos passado, o primeiro olhar e o primeiro beijo que nós tivemos, os passeios, as brigas tolas que acabavam com um abraço e um beijo, nessas lembranças eu sentia um sensação muito boa. Essa sensação era cortada com um pesadelo, onde eu via toda minha família inclusive Hellena sendo devorada pelas criaturas, era sangue para todos os lados, tripas escorrendo pelo chão, e eu fiquei mais assustado ainda quando eu me vi no pesadelo, eu era uma daquelas criaturas!


Acabando um pesadelo, e começando outro.
                                              

Acordei assustado, eu estava dentro de uma casa deitado em uma casa, dolorido, cheio de ferimentos e com alguns curativos, e ouvindo uma gritaria, uma das pessoas falou:
-Eu quero aqueles moleques fora da minha casa, agora!
Pela voz dava pra reparar que era um homem bem nervoso.
E uma voz de menina meia tremula, argumentou:
-Mas eles estão machucados, eles não podem ficar lá fora desse jeito!
E o homem gritou:
-Foda-se, e se eles estiverem aqui quando eu voltar, você vai ver o que vai acontecer com você e eles!
E também ouvi o um grito de dor da menina, fiquei espantado com aquilo. Eu via a porta do quarto que eu estava abrindo, então fechei um pouco os olhos para fingir que estava dormindo e ver quem entrava. Era a menina morena, ela estava trazendo um pão com leite para eu comer, ela colocou do lado da cama e já estava saindo, foi quando a chamei:
- Ei, garota, qual é o seu nome?
Ela olhou meio assustada, e respondeu:
-Thalyta, e o seu?
- Meu nome é Matheus l! Quem era o homem que estava gritando?
- É o dono dessa casa, ele acha que com vocês aqui, nós poderíamos ter mais problemas.
- Então acho que deveria sair daqui, não quero que você sofra algo por alguém que nem conheça.
Então tentei me levantar, mas não tinha forças para isso e quase cai da cama, más a garota me ajudou. Fiquei sentado na cama e perguntei a ela.
-Onde está meu amigo?
Ela respondeu,
-Ele esta no outro quarto, está dormindo, más esta bem.
E ela continuo dizendo.
- Vocês podem ficar aqui o tempo que quiser eu vou falar com ele, vai ficar tudo bem para vocês, e não pude não reparar enquanto você dormia ficava chamando um nome, Hellena, ela parece ser muito importante para você.
Eu a respondi.
- Sim ela é minha namorada, mais desapareceu e tenho a certeza que não foram aquelas criaturas, estávamos indo atrás dela quando sofremos o acidente e espero que Alan acorde logo para podermos vá embora daqui, não quero incomoda-los.
Então ela começou a chorar.
- Por favor, não vá embora e nos deixe com esse monstro, por favor, ele faz coisas com nós.
E ela começou a chorar mais, e eu a perguntei.
-Como vocês vieram parar aqui, com esse verme?
-Nós estávamos dentro de uma casa, em um sótão, se escondendo daquelas criaturas, ouvimos alguns tiros, e corremos pra janela pra ver quem era, nós o vimos, um homem alto, careca e com uma expressão má na cara dele. Abrimos a porta de casa e saímos correndo gritando por socorro, ele olhou para nós, levanto sua arma e disparou, acertando uma criatura, que estava vindo por trás, pedimos a ele que nós desse comida, fazia umas duas semanas que nós não comíamos. Ele falou para entrar dentro do carro que iria levar a gente pra um lugar seguro. Nós chegamos em um prédio, tinha muitas criaturas para o lado de fora, e ele passou atropelando algumas, abriram um portão para o carro entrar, tinha mais pessoas e estavam todas armadas, e rapidamente fecharam o portão. Ele nos trouxe para esse apartamento, nos deu água e comida. Passou umas semanas e ele começou fazer umas coisas com nós...
Ela começou a chorar e não conseguia mais falar
-Que coisas, me fale? Por favor, quero tentar ajudar vocês.
-Eles no ab... – ela não conseguia falar esta palavra, gaguejava e chorava ao mesmo tempo, mas consegui entender oque ela dizia, fiquei com raiva desse homem, queria quebrar a cara dele. Nisso lembrei de Hellena, será que ela esta passando o mesmo? Será que foi um homem horrível, se é que podemos chamar esses merdas de homens, más retomei meus pensamentos a essas pessoas que estavam precisando de ajuda e pensei em algum plano para poder ajudar elas, pedi para que ela ficasse comigo no quarto até ele vim. A porta do apartamento se abriu, e o homem começou a chamar pela Thalyta e sua irmã Renata.
Renata assustada, correu para o quarto onde nós estávamos, Thalyta olhou para ela assustada também, e foram ver o que ele queria.
Eu consegui ouvir um pouco a conversa, e não acreditei no que ouvi, mas Thalyta se negou a fazer o que ele queria, eu só ouvi um grito e depois um choro, Renata começou a gritar:
-PARA, ta machucando ela, PARA POR FAVOR...
Eu fiquei assustado ouvindo essa gritaria e fui ver o que aquele filho da puta estava fazendo com ela, levantei com dificuldades, fui até a sala mancando e com muita dor, mas quando eu vi aquela cena, toda a dor que eu sentia sumiu, ele estava dando socos na cara dela violentamente, e ao presenciar isso, fiquei com um ódio tão grande, que corri pra cima dele e o derrubei.
-Moleque filho da puta, vou te matar, seu cuzão!
Ele começou a me bater e me dar chutes, e eu estava no chão sem reação, Alan apareceu e empurrou-o, jogando ele pra perto da mesa aonde tinha uma arma, ele pego o revolver calibre 38 e apontou para Alan. Alan estava sem saída, então ele mirou na cara de Alan e quando foi disparar a menina Renata, deu uma faca nas costas, ele deixou cair à arma no chão e foi pra cima da menina, ele agarrou o pescoço da menina, e disse:
-Você está fudida sua vadia, vou te jogar para aquelas criaturas poderem te devorar!
Então ele começou a dar socos na cara dela, ai foi quando eu só ouvi um tiro, e vi os miolos do homem espalhados pela sala, um silêncio ficou na sala, olhei para Alan e ele estava com a arma em mãos e com uma expressão de ódio em seu rosto!


terça-feira, 5 de junho de 2012

Relatos, parte 2


Relatos

Parte 2

A Cidade;

Já se passava algum tempo que estávamos ali naquela casa, e nossos mantimentos estavam se esgotando e iriamos ter que ir até a cidade buscar comida e agua, más será que havia  mantimentos naquela cidade totalmente destruída?
. Quando falei com Alan de noite que no outro dia iríamos à cidade pela manhã, ele fez uma cara de pavor e falo que não queria voltar à cidade, eu fiquei espantado pensando no que poderia ter de tão terrível na cidade que uma pessoa ficaria com tanto medo de voltar lá?
Acordei no dia seguinte, e Alan já estava de pé falando que tinha mudado de idéia e queria ir à cidade, e também falo que precisa pegar algumas coisas lá. Fiquei feliz por ele ter concordado a ir comigo. O dia estava estranho, tempo nublado, muita névoa dificultando a visão.
Nós saímos antes de Stela e Hellena acordarem. Pegamos o carro e fomos, olhei a cara de Alan e ele estava muito apreensivo, e prestando atenção em tudo que passava, eram 30 minutos da casa dos meus pais até a cidade, então dava muito tempo de conversa dentro do carro, perguntei a ele o que tinha na cidade, ele meio estranho me respondeu:
- Meu time!
Não tinha entendido muito a resposta dele, então deixei o silencio prevalecer de novo!
Entramos dentro da cidade e o cenário estava horrível, carros abandonados no meio da rua, lojas arrebentadas, casas pegando fogo, ônibus carbonizados com corpos dentro, era um cenário de filme de terror. Eu e Alan, fomos direto ao mercado, pegar comida e água, Alan viu uns tacos de hóquei e uns capacetes e um par de patins, foi colocando tudo dentro de um carrinho de supermercado.
Mais ao fundo do supermercado, achei um cadáver, estava quase sem nenhuma carne, restava apenas seus ossos, relembrei onde meus pais poderiam estar, se o mesmo destino que teve esta pessoa, eles também tiveram, e olhando um pouco para frente havia sangue perto de um corredor muito escuro, onde deveria ficar o estoque do supermercado, resolvi não entrar lá, pois não havia eletricidade e não tinha nenhuma lanterna, levei tudo o que peguei paro o carro, Alan ainda estava dentro da loja.
Quando estava colocando as coisas no porta-malas do carro, ouvi um barulho de uma porta abrindo com certa força, e barulho de algumas coisas caindo ao chão, corri para dentro da loja. Quando vi que naquele corredor onde havia encontrado sangue, tinha alguma coisa saindo dele, aparentava serem 2 seres humanos, mais não poderia ser, pareciam cadáveres correndo feitos animais ferozes atrás de suas presas, estava vindo em nossa direção, eu fiquei sem reação ao ver aqueles monstros vindos em nossa direção não conseguia me mover, entrei mais uma vez em um estado de choque então Alan pegou um taco em seu carrinho, e em um golpe derrubou aqueles dois zumbis, e jogou a estante do supermercado em cima. Havia ódio nos olhos de Alan, e naquele mesmo corredor ouvia barulhos de mais zumbis, Alan começou a correr até aquele lugar, mas consegui segura-lo e convencê-lo a voltar para o carro, enquanto voltávamos, mais zumbis apareceram naquele corredor, saímos rápido e estávamos indo para casa.
No meio do caminho, reparei que Alan ainda estava com ódio em seus olhos, parecia que queria matar todos aqueles monstros, resolvi perguntar o motivo daquele ódio.
Ele se calou, resolvi insistir mais um pouco.
- Você precisa me contar tudo oque houve, para todos nós poder ajudar um ao outro. Eu disse a ele.
Ele respondeu com lagrimas em seus olhos.
- Quando eu nasci , minha mãe morreu, e aos cinco anos de idade meu pai me colocou no meu time de hóquei, e me abandonou por lá, nunca mais tive noticias dele depois disso, com o tempo aquele time se tornou minha família, meus irmãos. Más esses monstros mataram minha família, e eu não consegui fazer nada, agora só me resta vinga-los, eu quero matar todos esses zumbis.
Então eu parei o carro e lhe disse dando um aperto de mão.
- Agora somos sua nova família, vamos proteger um aos outros.
Então sua expressão de ódio acabou e o silencio voltou.
Chegando então a nossa casa, senti um cheiro de comida queimada, então saímos do carro correndo e fomos ver oque era.
Entrando na casa não achamos as garotas, corremos por toda a casa e fora dela e não a encontramos, não havia nenhum sinal de luta ou de sangue, mas tinha uma marca de pneu de algum veiculo,
resolvemos nos preparar e seguir aquelas marcas. Ele começou então a colocar pregos em um taco de baseball e prega-los e começou a pintar os capacetes, eu procurei um cutelo que meu pai tinha em sua oficina, procurei também alguma arma na oficina, mas não encontrei nenhuma, achei apenas o cutelo e uma faca de tamanho médio que dei a Alan. Enquanto Alan se preparava eu comecei a pensar que tudo estava contra mim, tudo oque eu tinha mais de importante desapareceu, nós estávamos perdidos, não havia quase nenhuma esperança, mais mesmo sendo tão pouca a minha esperança, eu não vou desistir de procurar minha Hellena.


Neblina;


Nós estávamos preparados para sair de casa, olhamos pela janela e a neblina tinha piorado então Alan falou para nós esperarmos o tempo melhora, mas eu só pensava na Hellena, ele disse que também estava preocupado com Stela que era muito jovem e não sabia se cuidar direito. Mas eu não ouvi nada do que ele falou, sai correndo até o carro, mas Alan me segurou e disse, que iria junto comigo era só esperar um pouco até a neblina passar, e falou pra eu relaxar um pouco que nós iríamos encontrar Stela e Hellena, então concordei com ele. Enquanto Alan ficava montando suas armas eu fui sentar um pouco, em uma poltrona que dava pra olhar pela janela.
Deu nem 10 minutos que eu estava sentado ali e vi uma coisa se mexendo na neblina, fiquei olhando pela janela pra ver o que era, comecei a olhar com atenção pra fora e comecei a reparar que tinha a silhueta de uma pessoa lá fora, chamei o Alan pra ver também, começou a aparecer mais silhuetas, Alan correu pra trancar a porta que dava entrada na casa, comecei a ficar a apavorado com a situação, Alan me chamava e eu não ouvia, até a hora que alguém estava tentando entrar, estavam tentando derrubar a porta. Alan saiu correndo e me puxou junto, entramos no quarto, quando ouvi a porta da frente caindo, e um monte de passos e gemidos pela casa. A casa estava cheia daqueles seres que nós encontramos na cidade, nós não sabíamos como iria escapar...

segunda-feira, 4 de junho de 2012

                                                                 "Saudades, é um ensinamento pra se aprender aos poucos até a pessoa que você ama não voltar mais!"
-Zombie