Relatos
Parte 4
O pesadelo continua!
Todos estavam olhando para Alan, não conseguia distinguir a emoção das meninas se era de alivio, ou de choque com aquele homem morto ali no chão. Não tendo tempo para nos recuperarmos escutei a porta batendo e um pedido para abri-la, então Renata abriu a porta, era um homem alto uma aparência apática tinha em torno de 25 anos, era magro e parecia triste, quando viu o homem morto no chão disse:
- Se vocês querem fugir daqui, vão logo antes que os outros cheguem! E me levem pois não quero morrer aqui. Então disse.
-Você tem algum plano? E quantas pessoas moram aqui neste prédio? E elas são iguais a esse homem?
Ele respondeu bem rápido, como se queria sair logo dali.
- Tem uma caminhonete no estacionamento, vamos fugir nela, não tenho tempo para responder todas essas perguntas vamos rápido, vamos!!!
Alan pegou a arma e colocou na cintura, as meninas já estavam indo para o estacionamento, peguei água que estava na geladeira e algumas frutas e coloquei em uma sacola, achei uma outra arma, uma garrucha e poucas balas, resolvi guardar.
O homem disse.
-Vamos rápido, os outros estão para chegar.
Os outros moradores chegaram no apartamento onde estava o cadáver do homem que Alan matou, ouvimos uma gritaria e vimos no fim do corredor três homens gritando:
- OLHA OS FILHOS DAS PUTAS ALI!
- VAMOS MATAR ELES!
Todos nós começamos a correr, chegamos perto e uma caminhonete, era um pouco velha mais acho que conseguiremos fugir dali, ele então se sentou no lugar do motorista, eu sentei ao lado dele, e Alan foi atrás com as garotas, ele ligou o carro e foi saindo do estacionamento do prédio, comecei a ouvir disparos das armas, olhei pelo retrovisor e vi alguns homens atirando na caminhonete.
Quando saímos do prédio, vimos de longe dois carros pretos vindo em direção a nós, então ele começou a andar mais rápido e virando para longe dos carros, um foi em direção ao prédio, e a outra tomou a mesma direção que nós, e começou a nos perseguir, Aquele carro deles, eram mais rápidos que nós, e estavam se aproximando rápido, então o homem me disse:
- Pegue logo essa arma e atire neles, antes que eles nos mate!
Eu nunca usei uma arma de fogo, não tinha certeza se saberia usa-la mais o obedeci e coloquei a arma para fora do carro em direção a eles e atirei, foram três tiros e só acertei um no carro, más não surtiu efeito, então eles resolveram atirar também, e acertaram vários tiros no carro, Alan mandou as meninas se abaixarem e eu também me abaixei, mas um tiro acertou a Renata no ombro, e ela começou a gritar de dor.
Então Alan rasgou um pedaço de sua camisa e deu para Renata, e mandou a apertar no machucado, e me pediu a arma para poder recarregá-la, já que eu não sabia fazer isto, dei minha arma e então ele recarregou pediu para trocar de lugar com a Thalyta para poder usar a arma.
Alan começou a atirar no carro, e conseguiu acertar um dos pneus do carro e conseguimos fugir deles, e então perguntei a Alan.
-Como você sabia atirar? Pensei que não tinha esse talento, e dei um sorriso tentando animar aquele dia, que estava indo de mal a pior. Então ele respondeu.
-Era um dos meus Hobbies, meu treinador que me ensinou isso.
Enquanto Thalyta cuidava do ferimento da Renata, resolvi perguntar ao homem como ele se chamava.
-Qual é o seu nome? E como você chegou naquele lugar?
Ele respondeu.
-Meu nome é Rafael, e quando esse desastre ocorreu, eu perdi minha família, perdi tudo, mas eu encontrei um amigo e o mesmo aconteceu com ele, então começamos a tentar sobreviver nessa droga de mundo, e conhecemos aqueles caras, pensávamos que estaríamos bem com eles, em segurança, mais quando meu amigo descobriu oque estava acontecendo com as meninas, ele se revoltou, e então no outro dia ele sumiu, pensei que o mesmo iria acontecer comigo, agora estou aqui, fugindo deles com vocês. Então respondi.
-Então vamos embora logo, e precisamos parar para cuidar do ferimento da Renata, será que conseguiremos achar algo para ajuda-la?
-Tem uma cidade aqui perto, lá deve ter alguma farmácia e precisamos achar gasolina para o carro, estamos ficando sem.
Pensei na ultima cidade que estávamos, onde aqueles monstros estavam escondidos, será que existia deles naquela cidade?...Será que não existe nenhuma cidade que não foi infectada por aqueles monstros? Então o silencio tomou o carro, até chegarmos à cidade, era outra cidade pequena, estávamos cada vez mais dentro do interior, mais lugares remotos e sem vida. Passamos em frente ao uma farmácia e todos déssemos do carro, entramos na farmácia, ela estava um pouco destruída, mas tinha muitos produtos para ajudar a Renata. O Homem pegou uma pinça e tirou a bala de dentro do ombro dela, ele também fechou a ferida e deu um remédio de dor para ela, eu e Alan também tomamos o mesmo remédio, ainda sentia muita dor no corpo e perguntei a ele:
-Como você conhece tanto de medicina?
Ele respondeu.
-Eu era enfermeiro em um hospital antes de tudo isso, nesse mundo agora estou sendo bem útil não estou, disse ele em um tom bem alegre.
- É verdade, vai ser de grande ajuda você aqui no nosso grupo, respondi com um sorriso no rosto.
-Precisamos achar comida, já vai escurecer vamos dormir nessa cidade, amanhã partimos cedo para outro local.
Disse Alan.
-Na próxima rua tem um mercado, mas não sei se é uma boa idéia dormir nessa cidade, mas vamos fazer isso sim!
Disse Rafael.
Fomos todos até o mercado, lembrei da ultima vez que entrei em um mercado, e aqueles monstros estavam lá, entrei com mais cautela agora, olhei para todo aquele mercado, um passo de cada vez, pegando somente o necessário para poucos dias que iriamos passar ali, mas parecia estar vazio, havia pouca comida boa, e pouca água, mas não havia sinal daqueles monstros, mas sentia que tinha alguém ali, na escuridão, esperando para atacar, mas pensando bem deve ser a minha mente, eu espero. Pegamos tudo oque era útil no momento e voltamos para a farmácia, já estava quase escurecendo usamos algumas macas ali como camas para dormir, fechamos as portas e ficamos esperando o amanhecer.
Já era de madrugada quando começamos ouvir o barulho das portas se baterem, como se muitas pessoas queriam entrar ali.
E agora? Quem seriam? Aqueles monstros, ou aquelas pessoas que pensávamos que não iriam mais nos perseguir? Eu, Alan e Rafael, se preparamos para aquela luta eminente e Renata e Thalyta se esconderam, ficamos esperando o portão se abrir para ver oque tinha atrás dele, estava demorando para o portão se abrir ainda, não estávamos tão armados, restava algumas balas e algumas facas que o Rafael trouxe consigo, ainda sentia a dores das feridas, não sabíamos se iriamos sobreviver, independente do que estivesse atrás daquela porta...
Fim do capitulo.
